Em meados do século 20, as sangrias foram abandonadas pela falta de comprovação de sua eficácia. Nos últimos cinco anos, entretanto, as sanguessugas voltaram à cena nos Estados Unidos e na Europa, revelando-se úteis no pós-operatório de pacientes que tiveram membros reimplantados. É que elas ajudam a restabelecer a circulação sanguínea entre os tecidos reconstituídos, pois, ao chupar o sangue, incentivam a formação de novas veias - que são difíceis de se reconectar nas cirurgias por serem finas.
A técnica não chegou ao Brasil pois a espécie européia do animal, Hirudo medicinalis, não é encontrada aqui. "As espécies brasileiras não se alimentam fora da água, por isso não servem para o uso cirúrgico", diz a bióloga Fernanda Faria, do Instituto Butantan, em São Paulo. Mas nos Estados Unidos o sucesso é tanto que já está sendo testada até uma máquina que substitui o verme. Afinal, muitos pacientes não gostam de ver, em pleno século 21, um médico tirar de um aquário meia dúzia de sanguessugas para usar no pós-operatório.
Parasita eficiente
A sanguessuga é uma perfeita máquina de chupar sangue
1. A sanguessuga possui ventosas nas duas extremidades do corpo que lhe permitem ficar grudada na sua vítima. Com seus dentes afiados, ela dá uma mordida que é totalmente indolor, pois vem acompanhada de um anestésico natural
2. Na pele da pessoa, fica a marca da incisão feita pela sanguessuga. A saliva dela tem substâncias anticoagulantes que impedem a cicatrização e fazem o sangue da vítima fluir livremente. O verme pode sugar o equivalente a dez vezes seu peso corporal (ou 150 mililitros de sangue), aumentando muito de comprimento para receber todo esse alimento
Fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/saude/pergunta_286479.shtml